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Metalúrgicos do ABC rumo à greve geral repudiam reforma trabalhista

Panfletagem com os trabalhadores na Volks. Mobilização para a Greve Geral do dia 30 de junho. 08.06.2017 Foto: Adonis Guerra/SMABCPanfletagem com os trabalhadores na Volks. Mobilização para a Greve Geral do dia 30 de junho. 08.06.2017 Foto: Adonis Guerra/SMABC

“As medidas representam uma série de absurdos para desmontar os nossos direitos. A reforma Trabalhista e a ter­ceirização irrestrita juntas rasgam a CLT e retiram conquistas históricas da classe trabalhadora”, explicou o secretário-geral e presidente eleito do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wagner Santana, o Wagnão. A posse da nova diretoria acontecerá em 19 de julho.  
Através da distribuição do jornal A Tribuna, os dirigentes do sindicato iniciaram a mobilização para a construção da greve geral do dia 30 de junho, data indicada pelas centrais sindicais. A panfletagem nas portas de fábrica prosseguirão até o dia 30.

Nesta terça-feira (8), os sindicalistas estiveram na Toyota e Volks, em São Ber­nardo; Delga, em Dia­dema; e Aperam, em Ribeirão Pires, para reforçar as conversas sobre os ataques aos direitos com as refor­mas Trabalhista e da Previdência, além da Lei da Terceirização irrestrita.

Comissão de Assuntos Sociais

A reforma Trabalhista começou a ser discutida ontem pela Comissão de As­suntos Sociais do Senado, a CAS, após ter sido aprovada pela Comissão de Assuntos Econômicos, a CAE, no dia 6.

 

O relator das duas comissões é Ricardo Ferraço, do PSDB-ES, que deverá apresen­tar na terça-feira, dia 13, na CAS o mesmo relatório já aprovado na CAE. A votação está prevista para o dia 20. Se aprovada, segue para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, a CCJ, para ser votada em plenário.
Reforma ataca direitos das mulheres
Michelle Marques, também eleita para a próxima composição do sindicato, ressaltou a gravidade dos ata­ques contra as mulheres. “Além de toda a retirada de direitos, a reforma ainda libera mulheres grávidas e que estão amamentando para trabalhar em locais insalubres. Hoje a lei protege a mulher ao afastá-la de qualquer situação de risco para não prejudicar o bebê”, disse.

 

“A reforma determina que a liberação será feita com autorização médica, mas qual a garantia de que o médico conhece as condições do ambiente de trabalho antes de dar um atestado?”, questionou.

 

Fonte: Sindicato dos Metalúrgicos do ABC via Portal Vermelho

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