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Metalúrgicos e metalúrgicas rejeitam proposta patronal de apenas repassar inflação sem aumento real

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O auditório do Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias do Sul e Região esteve completamente lotado na manhã deste sábado, 20 de julho, para a assembleia geral da categoria que definiu os rumos da negociações do reajuste salarial. POR UNANIMIDADE, os metalúrgicos e metalúrgicas negaram a proposta patronal que oferece somente o repasse da inflação da data base (01 de junho) que é de 4.78%. Para a categoria, esse índice é insuficiente e desvaloriza a classe.

O presidente do Sindicato, Assis Melo, falou sobre a luta histórica dos metalúrgicos caxienses para o aumento real em todas as campanhas salariais, principalmente após 1990, quando o presidente Fernando Collor mudou a política de reajustes salariais no país. “Até 1989, os salários eram indexados. Ou seja, a inflação era repassada automaticamente. Então, nós debatíamos a produtividade ou aumento real, mas o governo Collor acabou com essa política salarial de reposição automática da inflação. Desde então, nós temos que lutar por aumento real de salário, porque só o repasse de inflação não é aumento. E, por que a assembleia não aceitou os 4.78%? Porque o metalúrgico precisa recuperar seu poder de compra e voltar a ter dignidade naquilo que faz. Caxias precisa da rebda do metalúrgico para crescer. É isso que aquece a economia e gera mais empregos, no comércio, nos serviços e na própria indústria. Esta equivocado o raciocínio dos empresários, de impor o arrocho salarial, ainda mais em um momento em que a indústria de Caxias vem crescendo mais de 16% com faturamento que supera os R$ 15 bilhões”, analisou Assis.

 

Mobilização deve seguir

Esta campanha salarial tem sido uma das mais mobilizadas nos últimos anos. O Sindicato vem trabalhando desde fevereiro, mostrando para Caxias o quanto a categoria perdeu com a rotatividade (cerca de 33% a menos nos salários nos últimos seis anos ) e a importância de recuperar o poder de compra dos salários dos metalúrgicos.

Nem mesmo o frio das últimas semanas fez a direção do Sindicato esmorecer. Tem realizado assembleias diárias nas portas de fábrica em todos os turnos. “Nossa disposição vai seguir redobrada após essa grande assembleia”, afirmou Assis.

Segundo o presidente do Sindicato, “nós queremos ampliar o diálogo pelo acordo, porém os empresários precisam entender que a categoria espera mais, um índice que signifique recuperação dos salários. Nós entendemos que o metalúrgico valorizado produz mais e a cidade e região ganham com isso. Nós achamos positivos os resultados obtidos pela indústria local, e defendemos uma indústria forte, com investimento na produção e geração de empregos, porém é necessário valorizar sua mão de obra”, concluiu.

 

Nova campanha de sócios

A direção do Sindicato também apresentou a ideia das novas modalidades de sócios, para uma nova campanha que deverá mobilizar a categoria e os trabalhadores de Caxias.

No próximo ano, não haverá mais cobrança da Confederativa. “Os metalúrgicos e metalúrgicas terão duas opções para se associar, poderão escolher entre elas, cada uma com seus itens de serviços e negociações abrangentes. Quem não quiser se associar, deverá contribuir com a entidade com uma taxa negocial, que deverá ser estabelecida nas negociações de PPR e salarial, por exemplo.

O Sindicato deverá ampliar sua capacidade de atendimento e acolhimento aos trabalhadores e suas famílias.

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