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Negociação avança pouco na segunda reunião de dissídio dos metalúrgicos

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Na tarde desta terça-feira, dia 11, ocorreu a segunda rodada de negociação entre o Sindicato dos metalúrgicos e a patronal (Simecs). Os empresários apresentaram uma contraproposta à reivindicação de reajuste dos trabalhadores. Sinalizaram com a reposição da inflação dos últimos 12 meses, ou seja, o índice de 3,35%.

“É o trabalhador que vem sendo penalizado, pagando pela crise e não aceitamos a proposta. O trabalhador merece ganho real no seu salário”, comentou o secretario geral da entidade, João Carlos dos Santos que esteve a frente da negociação, já que o presidente em exercício da entidade, Claudecir Monsani, esta em Brasília, lutando contra a reforma trabalhista.

 

8% de reajuste, porque é justo

Embora a inflação oficial (INPC) para a data-base da categoria tenha ficado em 3,35 %; “a inflação real, aquela que a gente vê no supermercado, sabemos que é bem maior”, afirmou o presidente em exercício do Sindicato, Claudecir Monsani.

O reajuste reivindicado pelos trabalhadores é de 8 %. Leva em conta o INPC mais uma parte das perdas com a rotatividade que chegaram a 32,7% no período, bem como as flexibilizações. “O reajuste é justo. É necessário recuperar a renda das famílias, o que faz bem a economia de Caxias”, complementou Monsani.

 

Dia triste para os trabalhadores

A reunião de negociação coincidiu com a data da votação da chamada Reforma Trabalhista, no Senado. Caso passe esta reforma, será o maior prejuízo para a classe trabalhadora brasileira em mais de 100 anos. Em locais onde foi implementada, como Espanha e Grécia, não houve melhoria nem mais empregos, o resultado foi desastroso para os trabalhadores e suas famílias.

Infelizmente, tanto a reforma trabalhista, que acaba com os direitos da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), como a reforma da previdência, que praticamente liquida com a aposentadoria, são apoiadas pelo setor empresarial.

 

Uma nova reunião está marcada para o próximo dia 17, às 14h.

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