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Negociações iniciaram nesta quinta-feira

Dissídio 2017 - 1ª reunião

O foco do Sindicato dos Trabalhadores, neste ano, é lutar por reajuste digno para categoria e pelos direitos ameaçados com as reformas trabalhista e da previdência. Os direitos sociais dos metalúrgicos caxienses, como adicional de horas extras e auxílio-creche estão garantidos até 2018, conforme o acertado na Convenção Coletiva de 2016.

Na tarde desta quinta-feira (22), ocorreu a primeira reunião de negociação do dissídio 2017 entre o Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Caxias do Sul e região e o sindicato patronal, Simecs. O Sindicato dos Trabalhadores apresentou a reivindicação para reajuste de 8%. Os patrões ficaram de analisar a proposta.

8% de reajuste, porque é justo

A inflação oficial (INPC) para a data-base da categoria ficou em 3,35 %; “mas a inflação real, aquela que a gente vê no supermercado, sabemos que é bem maior”, afirmou o presidente em exercício do Sindicato, Claudecir Monsani.

O reajuste reivindicado de 8 % leva em conta o INPC mais uma parte das perdas com a rotatividade que chegaram a 32,7% no período, bem como as flexibilizações. “O reajuste é justo. É necessário recuperar a renda das famílias, o que faz bem a economia de Caxias”, complementou Monsani.

Direitos sociais garantidos até 2018 no acordo, mas ameaçados pelas reformas do governo

Os direitos sociais dos metalúrgicos caxienses, graças à luta do Sindicato em 2016, estão assegurados pelo dissídio até 2018. Porém, há uma ameaça muito maior: as reformas trabalhista e da previdência do governo Temer que contam com o apoio dos empresários.

Aliás, onde está a responsabilidade social dos patrões, pois apostam na liquidação dos direitos dos seus funcionários?

Empresas caxienses apresentam lucro

Embora divulguem na imprensa a choradeira de sempre, as empresas de Caxias tem apresentado crescimentos nos seus lucros e resultados, veja-se os balanços do grupo Randon, da Marcopolo e Tramontina. Apesar da crise econômica e política do país, este ano está melhor que o ano passado para os empresários.

A rotatividade rebaixa salários em até 32,7%

Os empresários aproveitam-se do discurso da crise para aumentar seus lucros em cima da exploração. Prova disso é a alta rotatividade no setor. As empresas têm demitido trabalhadores que ganham um pouco mais e contratado outros por até 32,7% a menos no salário (Dados do CAGEG – MT).

Direitos sociais garantidos até 2018 no acordo, mas ameaçados pelas reformas do governo

Os direitos sociais dos metalúrgicos caxienses, graças à luta do Sindicato em 2016, estão assegurados pelo dissídio até 2018. Porém, há uma ameaça muito maior: as reformas trabalhista e da previdência do governo Temer. “O grande problema é que os empresários apoiam estas reformas que irão destruir os direitos trabalhistas. Isto é um crime! Os trabalhadores já pagaram pela crise com o arrocho e a precarização do emprego”, denunciou Monsani. “Aliás, onde está a responsabilidade social dos patrões, pois apostam na liquidação dos direitos dos seus funcionários?”, questionou.

Uma nova rodada de negociações será agendada nos próximos dias.

A data-base da categoria é 1º de junho.

 

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