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OMS alerta que pandemia ainda é ameaça real

Segundo a OMS, redução da letalidade da covid no Brasil é porque os jovens, que têm maior resistência, passaram a ser o principal perfil dos novos contágios

O Brasil registrou hoje (8) mais 729 mortos por covid-19 nas últimas 24 horas, segundo o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass). Com o acréscimo, o país chegou a 148.957 vítimas da doença provocada pelo novo coronavírus. O país registrou também o número de 27.750 novos casos, totalizando 5.028.444 infectados desde o início da pandemia, em março.

As Américas representam mais da metade de todos os casos e mortes do mundo, com destaque negativo para Brasil e Estados Unidos, respectivamente o segundo e o primeiro em número de mortos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que a pandemia segue “muito ativa” na região, especialmente pela situação nos dois países.

A OMS afirma que a taxa de letalidade por covid-19 vem se reduzindo em razão da adoção de protocolos médicos mais eficientes, bem como por uma mudança importante no perfil dos infectados. Na atual etapa da pandemia, os jovens representam a maior parcela dos infectados. Da mesma forma que vem ocorrendo na Europa há algumas semanas. Como os mais novos possuem maior resistência contra a doença, a taxa de letalidade tende a ser menor. “As novas formas de propagação do vírus ocorrem entre os jovens, que apresentam sintomas leves ou nenhum sintoma e não sabem que estão infectados. Nos Estados Unidos, os jovens, principalmente os de 20 a 29 anos, representam 20% dos casos novos”, disse, em nota, a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), um braço da OMS.

Risco persistente

A diretora da Opas, Carissa Etienne, ressalta que, embora a média de mortes por covid tenha sofrido uma leve queda no Brasil, os riscos ainda são altos. Mesmo com a redução da letalidade no Brasil, especialmente nas últimas quatro semanas, os números seguem elevados, de cerca de 750 mortes diárias. Isso é muito acima dos padrões globais. “Embora muitos jovens não fiquem doentes nem necessitem de um leito na UTI, não estão imunes ao desenvolvimento dos efeitos graves da covid-19”, lembra Etienne.

Os jovens também, muitas vezes, possuem contato direto com pessoas do grupo de risco, como idosos ou portadores de diabetes e hipertensão. “Por isso, peço a pessoas de todas as idades que continuem usando máscaras e mantendo o distanciamento social para se proteger e evitar expor outras pessoas”, completou Etienne.

A diretora também mostrou preocupação com populações vulneráveis por questões sociais, como migrantes e indígenas. O Brasil, também nesse ponto, é um destaque negativo. São poucas as informações sobre o comportamento da covid-19 sobre esses grupos. Além disso, de maneira geral, o país é um dos que menos aplica testes à população – menos de 9%.

“Vários grupos permanecem em maior risco, particularmente aqueles com acesso limitado à prevenção e cuidados, incluindo populações negras, hispânicas e nativas, que têm quase três vezes mais probabilidade de entrar em contato com a covid-19 do que as pessoas brancas”, disse.

Rede Brasil Atual