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Oposição pressiona e reforma trabalhista passará pela CCJ do Senado

Senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM)Senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM)

O governo de Michel Temer perdeu a primeira queda de braço na tramitação da reforma trabalhista no Senado. Pressionado pela oposição, o vice-presidente da Casa, Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), foi obrigado a determinar nesta quinta-feira (3) que a reforma trabalhista passe pela Comissão de Constituição e Justiça.

A decisão foi um recuo da base aliada do governo no Senado, já que Cunha Lima – que ocupa interinamente a presidência do Senado, diante do afastamento de Eunício Oliveira (PMDB-CE) por motivos de saúde – havia afirmado que a reforma passaria apenas pelas comissões de Assuntos Econômicos e de Assuntos Sociais.

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) foi uma das parlamentares que defendia que a reforma trabalhista fosse analisada e debatida pelas comissões. A senadora ainda criticou o governo por colocar a culpa da crise somente no trabalhador.

Citando encontro com lideranças sindicais e senadores realizado nesta quarta (3), Vanessa afirmou que as intervenções na reunião mostraram que o governo jogou “todo o ônus da crise nas costas do trabalhador”.

“Quer dizer que o único caminho que aponta para sair da crise é a supressão de direitos, é acabar com aposentadoria? Esse é o único caminho”, questiona.

Contrariado, o tucano que se esforçou para acelerar o debate disse que a análise por uma terceira comissão deverá elevar o tempo previsto de tramitação da reforma no Senado de 30 para até 60 dias.

Cunha Lima tentou minimizar a derrota afirmando que o aumento do prazo vai dar mais tempo para debater o projeto. “Há muita resistência política e, sobretudo, ideológica, e esse tempo de discussão no Senado será suficiente para tranquilizar o trabalhador brasileiro, que foi vítima mais uma vez de um terrível terrorismo”, afirmou o senador, que disse ainda estar confiante de que o projeto será aprovado no plenário do Senado.

A medida derrubou a estratégia do governo que queria que o texto fosse levado diretamente ao plenário principal da Casa, após a aprovação de um requerimento de urgência. Mas diante da rejeição entre os parlamentares, a solicitação nem chegou a ser apresentada.

Relator

A primeira comissão que vai analisar a reforma trabalhista é a de Assuntos Econômicos. Nesta quinta, o presidente do colegiado, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), nomeou o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) relator da matéria na comissão.

Ainda não há definição sobre quem serão os relatores na CCJ e na Comissão de Assuntos Sociais.

Reunião com centrais

O líder do PMDB, senador Renan Calheiros (AL), recebeu representantes das centrais sindicais e da oposição nesta quarta-feira (3). Ele, que tem se posicionado contrário à reforma, questionou o ponto do texto que prevê o fim da contribuição sindical obrigatória e o impacto no Sistema S, que recebe contribuições advindas dessa fonte.

“Essa reforma parece incoerente, porque na medida em que ela acaba com a contribuição sindical dos trabalhadores, ela mantém o sistema S em funcionamento com a sua contribuição. Essas coisas precisam ser respondidas”, afirmou.

Fonte: Portal Vermelho

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