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Por falta de segurança, Metalúrgica Tomé é interditada

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A fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) constatou o descumprimento das normas de segurança, deixando os trabalhadores expostos à risco grave e iminente e interditou a empresa. Em decorrência disso, a Metalúrgica Tomé S/A deve seguir interditada até que adote as medidas necessárias para adequação prevista em lei.

O presidente em exercício do Sindicato dos Metalúrgicos, Claudecir Monsani, garante que a entidade é parceira do MTE. “O nosso sindicato não luta apenas pela remuneração dos trabalhadores. Lutamos muito pela garantia dos direitos trabalhistas e a segurança é um deles. É um direito do funcionário voltar para a casa com segurança e inteiro”, esclarece.

Monsani destaca que no cenário atual, cada vez mais o sindicato tem constatado empresas descumprindo normas de segurança. “As empresas vem precarizando cada vez mais as condições de trabalho. Nós fazemos um trabalho intenso dentro das empresas, com assembleias e conversas exigindo segurança dos trabalhadores. Porém, infelizmente muitas empresas só tomam alguma atitude quando são interditadas pelo Ministério do Trabalho”, enfatiza.

O trabalho do MTE iniciou na Metalúrgica Tomé ainda em janeiro, quando verificou a inexistência ou inadequação de equipamentos de proteção coletiva na totalidade dos setores inspecionados, além do não fornecimento dos equipamentos de proteção individuais adequados aos empregados. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, isso resultou em um elevado número de acidentes de trabalho, ultrapassando a marca de 160 acidentes nos últimos cinco anos.

Atualmente a empresa conta com cerca de 200 empregados. No período da interdição a empresa deverá arcar com o pagamento integral dos salários e demais direitos.

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