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Precarização do emprego é a maior em 25 anos, aponta FGV

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Estudo mostra que o percentual médio da força de trabalho que se declarou ocupada recuou para 86%. Dez milhões de trabalhadores estão em postos precarizados.

Estudo dos economistas Bruno Ottoni e Tiago Barreira, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), aponta a atual recessão econômica no Brasil como a mais “destruidora de emprego” nos últimos 25 anos. Em matéria publicada no jornal Folha de S.Paulo, a pesquisa mostra que o desemprego atual supera a desocupação durante crises dos anos 1990.

O estudo mostra que o percentual médio da força de trabalho que se declarou ocupada recuou para 86%. “Além dos 14 milhões de desempregados, há um contingente de 10 milhões de pessoas ocupadas de forma precária ou temporária. A crise política e econômica tem resultado em uma persistência do desemprego, tornando um problema estrutural”, afirma o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, em comentário à Rádio Brasil Atual, neta terça (6).

Clemente explica que a atual crise política aprofunda o problema de desemprego e diz que o governo Temer ainda não chegou no limite da recessão. “A crise política agrava o momento. Achávamos que tínhamos chegado ao fundo do poço da crise econômica, mas estamos abrindo o alçapão e continuaremos descendo, no ponto de vista da atividade econômica.”

Segundo o diretor técnico do Dieese, a saída para a economia é investir na capacidade produtiva, o que a insegurança política, porém, não permite. “É necessário ter uma dinâmica positiva, as empresas e o governo precisam investir, mas a crise política não gera esse movimento e torna a situação insegura, já que os empresários retalham investimentos e o governo corta gastos. Sem a superação da crise política, a economia não retomará”, afirma.

Fonte: RBA via Portal Vermelho

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