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Preços dos alimentos disparam e especialistas apontam possível Hiperinflação

O aumento nos preços dos produtos que servem de base para a cadeia produtiva no Brasil vem batendo recordes. A pressão sobre os valores é a maior dos últimos 25 anos, desde a implantação do plano real. A alta inflação já é sentida em diversos setores, como no aumento dos aluguéis e no combustível. São os alimentos que sofreram o maior encarecimento, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), acumulando a média de alta de 12,14% no período de janeiro a novembro.


O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em pesquisa recente, indicou que os alimentos de base para a cesta básica sofreram aumento em 16 das 17 capitais brasileiras pesquisadas. O arroz, por exemplo, subiu quase 120% no atacado e 62% no varejo no acumulado do ano até novembro. Já o óleo de soja subiu 94,1%, enquanto a média da inflação das carnes atingiu 14%.


O Governo Federal, ao invés de buscar soluções para a crise econômica e sanitária – inclusive sem um plano eficaz de vacinação para a COVID-19 – anunciou nesta semana mais um aumento de 5% no valor do gás de cozinha. A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), com a chancela de Bolsonaro, antecipou para dezembro a reativação da bandeira vermelha nas contas de luz. Agora, para cada 100 quilowatt-hora consumidos, haverá uma cobrança adicional de R$ 6,24.


Paulo Guedes, segue sua agenda de blindar os grandes empresários e instituições financeiras, que registram recorde de lucros, e articula a liquidação de setores estratégicos do patrimônio nacional, sem apontar um rumo para superar o desemprego e a desindustrialização. Enquanto isso, família Bolsonaro busca desviar as atenções da pauta econômica com seus escândalos de corrupção.


Especialistas alertam ainda que somando a inflação em escalada, os altos índices de desemprego e trabalho informal e o fim do auxílio emergencial, o cenário para 2021 tende a ser ainda pior para o país, podendo levar a um cenário de hiperinflação. Ou seja, um descontrole sistemático nos preços, levando a economia para o abismo e prejudicando principalmente os setores populares.


Na prática, as projeções e estudos indicam que a omissão do Governo Federal pode jogar milhões de brasileiros na extrema pobreza, além de prejudicar os trabalhadores e trabalhadoras com uma drástica desvalorização do salário. Ainda segundo o estudo do Dieese, a estimativa do salário mínimo necessário para uma remuneração digna aos trabalhadores deveria ser equivalente a R$ 5.289,53, muito longe do salário mínimo atual de R$ 1.045,00.