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Presidente da Federação Sindical Mundial denuncia globalização

seminário

“Vamos fazer um chamado à CTB: que este espaço que vocês começaram aqui seja uma tendência para articularmos estratégias unitárias de luta”, declarou o presidente da Federação Sindical Mundial (FSM), Michael Makwayiba, durante seu discurso no Seminário Internacional “A crise econômica global e o mundo do trabalho”, que ocorreu nesta quinta-feira (24), em Salvador.

“Globalização, direitos e democracia” foi o tema debatido na segunda mesa do encontro que reúne representantes de 26 países de todo o mundo. A mesa foi coordenada pelo secretário adjunto de Relações Internacionais da CTB, José Adilson Pereira, e pela dirigente da Fetag, Vânia Marques.

O líder sul-africano avaliou que com a globalização a soberania dos países e povos é atacada. “Políticas liberais têm sido impostas para suprimir os interesses do imperialismo”, sublinhou ele que exemplificou que apesar de a África ser um continente rico em minerais como ouro e diamante, a maioria da população vive abaixo da linha de pobreza.

Já o cientista social e pesquisador da Universidade de São Paulo (USP), Ronaldo Carmona, denunciou o golpe no país e contextualizou a atual conjuntura política com o protagonismo que o Brasil e os governos progressistas e de esquerda exerciam na região.

“A conformação do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e a criação do Banco e do Fundo de Investimentos do bloco são espelhos de uma nova arquitetura financeira internacional alternativa ao domínio imperialista”, lembrou Carmona, que destacou o crescimento da economia chinesa em relação aos Estados Unidos.“Este pensamento contra-hegemônico foi a raiz da situação que levou ao golpe no Brasil e a desestabilização dos países da América Latina e Caribe”, alertou o palestrante.

Neste sentido, o presidente da CTB, Adilson Araújo, que participou junto ao secretário de Relações Internacionais da central, Divanilton Pereira, e da coordenadora do Centro de Estudos Sindicais e do Trabalho (CES), Gilda Almeida, na mesa de encerramento da atividade frisou: “O Brasil caminha para o atraso e retrocesso com a imposição de uma agenda ultraneoliberal”, exclamou.
Araújo recordou ainda que os 10 anos da CTB coincidem com o centenário da primeira grande greve geral no Brasil liderada por operárias e destacou a necessidade da solidariedade internacional com países como a Venezuela, Palestina e Cuba.

Os participantes nacionais e internacionais que falaram no plenário denunciaram a ofensiva conservadora e os ataques do capitalismo internacional aos direitos da classe trabalhadora mundial e a necessidade de unidade na luta em defesa dos direitos sociais e trabalhistas.

Em sua fala final, Divanilton Pereira agradeceu a presença da delegação nacional e dos 71 delegados internacionais que representaram 43 entidades sindicais dos quatro continentes e afirmou. “Saimos mais fortalecidos deste encontro para construir uma plataforma unitária de luta”, disse.

O seminário terminou com a execução da Internacional, cantada por todos os presentes em vários idiomas, e com a troca de presentes entre as delegações estrangeiras e a CTB.

Por Érika Ceconi

Fonte: Portal CTB

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