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Privatizar Eletrobras vai gerar explosão da tarifa de energia

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O anúncio do governo em privatizar a Eletrobras preocupa os representantes sindicais ligados ao setor. “É certeza que vamos ter grandes prejuízos com essa decisão. Primeiramente, a conta de energia ficará mais cara em breve. Outro prejuízo é que as empresas que formam a Eletrobras são responsáveis pelo desenvolvimento regional onde estão instaladas e suas vendas resultam em empobrecimento nos estados”, explica o presidente da Confederação Nacional dos Urbanitários (CNU), Paulo de Tarso.

A entidade afirma que as principais economias do mundo preservaram o seu sistema elétrico sob o controle estatal. “Mesmo economias capitalistas como a Alemanha e os Estados Unidos barraram a compra de ativos estratégicos nacionais por parte de capitais estrangeiros. Essas nações têm claro que este setor é estratégico para o desenvolvimento e para o equilíbrio da economia interna, além da essencialidade do serviço para toda a sociedade”, afirma Paulo.

Para a entidade, o Brasil está correndo um grande risco de perder a sua soberania. Além disso, não há como negar que haverá aumento das tarifas em breve. A venda é uma operação de caixa para o governo, que não pensou nas consequências estratégicas para toda a população. Para a Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), entidade que representa os trabalhadores do setor, a Eletrobras é a maior empresa estatal de energia da América Latina e não pode ser entregue com o único interesse de arrecadar 20 bilhões para diminuir o rombo nas contas públicas, que já atingiu mais de 160 bilhões. “Na prática há o interesse de facilitar o negócio para o capital estrangeiro. Este é o verdadeiro interesse de um desgoverno afundado em um mar de corrupção, que trabalha dia e noite para destruir o Estado brasileiro e seu patrimônio público”, frisa Pedro Blóis, presidente da entidade.

Para a CNU e FNU, vender a Eletrobras significa abrir mão da soberania energética e condenar milhares de brasileiros a privação do acesso à energia. As empresas que compõem a Eletrobras, têm atuação em todo território nacional. A venda resulta em prejuízo incalculáveis para as todas as regiões do país. A Chesf no Nordeste, a Eletronorte na região Amazônica, a Eletrosul, Furnas, e suas distribuidoras de energia no Norte e Nordeste, levam o crescimento econômico e social ao Brasil mais profundo, onde o capital privado se nega a investir por não dar os lucros necessários aos seus acionistas.

Não há dúvidas que ao privatizar o Sistema Eletrobras haverá uma explosão das tarifas de energia. Os exemplos das empresas privatizadas mostram o receituário do capital privado: aumento nos preços ao consumidor cativo, demissões em massa de trabalhadores altamente capacitados, terceirização e precarização da mão de obra.

No ato de defesa da CEMIG, realizado neste mês em Minas Gerais, o próprio governador do Estado, Fernando Pimentel, em conjunto com toda bancada parlamentar do estado, afirmou que o presidente Temer não vai meter a mão no patrimônio do povo de Minas. “Este é um exemplo para ser seguido pelos demais representantes públicos atingidos pelas vendas das empresas da sua região”, aponta Blois.

Fernando Pimentel assumiu a posição de se colocar contrário à privatização das Usinas da CEMIG, que não tiveram suas renovações realizadas pelo ex-governador tucano, Antônio Anastasia. Essa decisão do governo mineiro tem sido decisiva, conquistando na Justiça o reconhecimento e a suspensão do leilão. A ação teve o apoio do Sindieletro-MG, que articulado com os movimentos sociais (MAB, MST, Levante Popular, Plataforma Operária) estão ocupando a Usina de São Simão como forma de resistência e luta contra o entreguismo do governo federal.

A CNU e a FNU estarão em defesa das empresas ao lado dos seus sindicatos filiados para barrar esse crime de lesa-pátria, promovido por um governo sem a legitimidade das urnas, que tem mais de 95% de rejeição e vem torrando o patrimônio do povo brasileiro. “É um governo que não discute com a sociedade temas estratégico para o país como desenvolvimento energético. Recolocar o país na condição de colônia de exploração é a ação mais nefasta que um governante pode tomar. Esta investida maldosa, o povo brasileiro e o movimento sindical não vão aceitar”, finaliza Paulo de Tarso.

 

Fonte: Federação Nacional dos Urbanitários via Portal Vermelho

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