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“Quando a situação é grave, a resposta é greve”, diz dirigente da CTB em apoio às paralisações no país

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No Dia Nacional em Defesa da Educação, professores, alunos e técnicos administrativos do ensino público superior se mobilizaram em todo o país contra a Medida Provisória 746, do ensino médio, e a PEC 241, proposta de emenda à Constituição que impõe cortes drásticos à educação e saúde públicas.

A Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnicos-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra) começou ontem uma greve que envolve pelo menos 27 universidades e institutos federais, além de instituições de ensino superior estaduais e municipais que compõem sua base.

A coordenadora geral do SINT-IFESgo, Fátima dos Reis, ressaltou a importância de pressionar o governo federal para preservar os direitos da categoria. “Precisaremos de muita luta no próximo período para barrar os cortes de verbas na educação e saúde e impedir o desmanche do serviço público”, afirmou ela, em entrevista ao Portal Vermelho.

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) declarou apoio ao movimento de resistência às mazelas do governo ilegítimo de Michel Temer e em defesa da educação, da saúde e do serviço públicos.

“Esta é uma resposta dura da direção da Fasubra e também da CTB a estas ações. É a destruição de todo o movimento social de saúde e educação. Esta é a convicção e o objetivo deste governo golpista que só quer deixar dinheiro reservado para pagar juros e alimentar o capital financeiro”, afirma João Paulo Ribeiro, secretário do Serviço Público e dos Trabalhadores Públicos da CTB.

A principal reivindicação da categoria é que as áreas de saúde e educação sejam retiradas das normas da PEC 241. “Nós não temos outra saída. Quando a situação é grave, a resposta é greve”, completa JP.

Para o sindicalista soteropolitano Paulo Vaz, coordenador jurídico da Assufba (sindicato filiado à CTB) e coordenador administrativo da Fasubra, o movimento vem tomando corpo porque está havendo um verdadeiro entendimento da dimensão do problema representado pela PEC 241.

“Na Bahia, quatro universidades deflagraram greve e a mobilização vem em ritmo crescente no estado”, diz ele. A UFBA, federal de Salvador, paralisou suas atividades ontem em protesto e hoje, dia de votação da PEC 241 na Câmara, uma passeata de servidores, estudantes e professores vai pressionar os parlamentares a votarem não à proposta.

E paralisações ocorreram em mais de dez estados, entre eles o Maranhão, Brasília, Bahia, Paraná, Piauí, Paraíba e Goiás. Na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), o movimento interditou nos dois sentidos a rodovia que dá acesso à universidade.

O sindicato também promoveu panfletagem no aeroporto para pressionar os parlamentares a votarem contra a PEC 241 e enviaram carta à população e à comunidade universitária. “A ideia é informar sobre o problema que esta PEC representa e unir forças contra a sua aprovação”, diz Ademar Sena, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de 3º grau no Estado do Maranhão (Sintema), filiado à CTB.

Em Brasília, um movimento convocado pelas frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular contra a aprovação da PEC aconteceu no final da tarde desta segunda-feira (24) no Museu Nacional, a partir das 18h.

 

Portal CTB

 

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