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Ramo metalúrgico fechou 57,9 mil postos de trabalho no primeiro semestre

Entre janeiro e julho de 2020, o Brasil fechou mais de 1 milhão de postos formais no mercado de trabalho, mesmo com saldo positivo nos dois primeiros meses do ano, antes da crise do coronavírus.

Os três maiores setores da economia foram os que mais sofreram. Os serviços fecharam mais postos: 536 mil, ou 2,9% do estoque de empregos no setor. A queda no comércio foi a mais acelerada: 4,8% das ocupações fecharam (453 mil). Por ϐim, a indústria perdeu 2,6% das vagas (197 mil).

No ramo metalúrgico, foram fechados 57.999 postos de trabalho entre janeiro e julho de 2020. Os destaques do saldo negativo ficaram com São Paulo (-33.293), Minas Gerais (-7.459), Rio de Janeiro (-6.681) e Rio Grande do Sul (-5.612), estados com os maiores estoques de emprego no setor.

Todos os segmentos metalúrgicos apresentaram saldo negativo no período, exceto máquinas, aparelhos e materiais elétricos (1.421 postos). A fabricação de veículos automotores, reboque e carrocerias teve o pior resultado, com o fechamento de 22.529 postos de trabalho, seguido pela fabricação de produtos de metal (exceto máquinas e equipamentos), que teve perda de 11.381 ocupações.

CTB / Dieese