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Realidade econômica dos metalúrgicos de Caxias do Sul e Região é exposta na 1ª reunião de negociação do reajuste salarial 2019

1ª reunião

Na manhã desta terça-feira, 11 de junho, o Sindicato dos Metalúrgicos e o patronal (SIMECS) realizaram a primeira rodada de negociação que tem como objetivo estabelecer o índice de reajuste salarial da categoria, que tem como data-base 01 de junho, e abrange além de Caxias do Sul, Farroupilha, São Marcos, Flores da Cunha, Garibaldi, Nova Pádua e Nova Roma do Sul.

“A realidade dos trabalhadores é o arrocho salarial, principalmente, devido à rotatividade. Em 2018, foram contratados 16 mil metalúrgicos em Caxias do Sul. Porém, 13 mil foram demitidos. Em decorrência disso, houve perda de 18% nos salários dos recontratados. Acumulado em seis anos, esse índice chega a 33%. Precisamos encontrar um caminho para recuperar o poder de compra dos salários. Caxias precisa voltar a crescer, para isso precisa que os trabalhadores tenham poder de compra ”, avaliou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Assis Melo.

Os patrões também apresentaram seus números, alegando que “ainda estão em crise”. Entretanto, segundo divulgações das grandes empresas de Caxias do Sul, inclusive em veículos de comunicação da cidade, os registros de lucros chegam a bilhões no ano passado.

Ainda de acordo com o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, “eles (os patrões) chegaram a sinalizar a reposição da inflação (INPC é 4,78%). Mas, isso é insuficiente”, declarou o presidente.

 

O que é dar as mãos para os patrões?

“Na reunião, indagamos os patrões sobre o que eles entendem por ‘dar as mãos’, como diz sua propaganda na mídia local. Dar as mãos não pode significar arrocho na renda dos metalúrgicos e miséria na cidade. É a mão do metalúrgico que tem feito os excelentes resultados da indústria de Caxias, por isso a família metalúrgica merece e tem direito a recuperação do  poder de compra dos salários. É o que esperávamos desta reunião, que os empresários apresentassem um caminho de negociação e um índice mais de acordo com a necessidade da categoria. Só inflação significa zero de aumento real, é apenas reposição e não recupera as perdas com a rotatividade”,  salientou Assis.

Foto: Uliane da Rosa