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Redução dos juros em 0,75% é insuficiente na atual conjuntura

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Após dois dias de reunião, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC decidiu fixar a taxa de juros em 13% ao ano. Pela manhã, havia sido divulgada a taxa oficial de inflação no Brasil em 2016: 6,29%. Em 2015, o índice chegou a 10,67%.

 

A Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil (Fitmetal) avalia como correta a decisão anunciada nesta quarta-feira (11) pelo Banco Central (BC), de reduzir em 0,75 ponto percentual a taxa de juros praticada no país. No entanto, diante do atual cenário de desemprego e de ociosidade da indústria nacional, a medida é insuficiente.

Após dois dias de reunião, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC decidiu fixar a taxa de juros em 13% ao ano. Pela manhã, havia sido divulgada a taxa oficial de inflação no Brasil em 2016: 6,29%. Em 2015, o índice chegou a 10,67%.

A despeito desse corte, o Brasil segue na incômoda posição de líder mundial de juros reais (cálculo feito a partir do valor da taxa de juros anual menos a inflação do mesmo período). Com a inflação em queda, seria possível reduzir de forma muito mais drástica a taxa de juros do país, como forma de estimular a produção e gerar novos empregos. No entanto, o governo ilegítimo mais uma vez opta por seguir a cartilha do sistema financeiro, que ao longo desta semana já antecipava por meio da imprensa qual deveria ser o corte a ser executado pelo Banco Central.

Dados divulgados neste começo de 2017 demonstram a gravidade do problema no setor industrial do Brasil, diretamente afetado pelos juros altos. A produção, entre janeiro e novembro de 2016, segundo o IBGE, teve uma queda de 7,1%. Por todo o país, o número de metalúrgicos e metalúrgicas que perderam seus empregos só aumenta a cada mês. O nível de ociosidade do parque fabril nacional chegou a 27,2%, maior índice desde 2002.

A Fitmetal espera que a taxa de juros continue a cair no decorrer de 2017. Essa é uma demanda antiga de todo o movimento sindical, assim como outras mudanças fundamentais na política macroeconômica do país. Os bancos certamente irão pressionar o governo golpista a manter a Selic em níveis elevados, fato que nos obriga, enquanto representantes da classe trabalhadora, a ampliar nossa capacidade de mobilização em defesa do emprego, do fortalecimento da indústria e da retomada de um projeto nacional de desenvolvimento.

São Paulo, 11 de janeiro de 2017
Direção Executiva da Fitmetal

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