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Requião dispara contra política econômica e chama Meirelles de ‘funcionário de banco’

“Quem governa o Brasil hoje é o Bradesco e o Itaú”, afirmou Roberto Requião na AL. Foto: Guilherme Santos/Sul21“Quem governa o Brasil hoje é o Bradesco e o Itaú”, afirmou Roberto Requião na AL. Foto: Guilherme Santos/Sul21

O senador Roberto Requião (PMDB) fez duras críticas à política econômica do Governo de Michel Temer chamando o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, de “funcionário de banco” e “vendedor de cartão de crédito” durante intervenção na terceira edição do ano do Fórum dos Grandes Debates com o tema “O Papel do Estado e o Desenvolvimento do País”, realizado na noite de quarta-feira (9) no Teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa.

“Quem governa o Brasil hoje é o Bradesco e o Itaú”, disparou o senador paranaense, que chamou o projeto “Ponte para o Futuro”, apresentado pelo seu partido, de “proposta neoliberal”. “Não se pode servir ao povo e ao capital vadio”, argumentou o senador. Ele participou do evento ao lado do economista Márcio Pochmann e o médico e vice-presidente do PCdoB, Walter Sorrentino.

Requião disse ainda que episódios como a negativa da Câmara em aceitar a denúncia contra Temer estão transformando o Brasil em uma “piada” e defendeu a realização de eleições presidenciais seguidas de um referendo revogatório “de todas essas asneiras”, como o senador se referiu às reformas impulsionadas por Temer.

“O Michel nunca se preocupou com economia”, criticou, agregando que a saída para o desenvolimento do país é fazer “exatamente o contrário” do que está sendo feito por Temer. “E esperem muito pouco do parlamento brasileiro”, completou.

Antes de Requião, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Edegar Pretto (PT), também havia feito referência às reformas. “Eu tenho posição diante deste momento: sou contra as ditas reformas impostas por Temer. Ou se é a favor dos trabalhadores, ou contra eles”, disse.

Durante sua fala, o economista Márcio Pochmann disse que vê o atual momento como uma oportunidade “para mudar, de fato, o Brasil” e, após citar casos externos de países que aproveitaram momentos de instabilidade para fazer profundas transformações, defendeu que “a crise profunda do Brasil não será solucionada com saídas tradicionais”.

Por Lucas Rohan

Fonte: Sul21

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