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Retirada de direitos dos trabalhadores é tema de audiência

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Cidadania frente à retirada de direitos dos Trabalhadores de Caxias do Sul foi o tema da audiência pública, no plenário da Câmara de Vereadores, na tarde desta sexta-feira (30). O presidente em exercício do Sindicato dos Metalúrgicos, Claudecir Monsani, participou da mesa, assim como os deputados federais Assis Melo e Pepe Vargas, o juiz Rafael da Silva Marques, o gerente do Ministério Público Vanius Corte e o vereador Rodrigo Beltrão. A audiência foi realizada pela Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Segurança da Câmara e o enfoque foi a reforma trabalhista proposta pelo governo Temer e o caso dos trabalhadores da Guerra que não conseguem garantir o pagamento dos seus direitos trabalhistas.

Monsani destacou a luta da entidade contra os retrocessos dos projetos do governo de Temer e a defesa aos trabalhadores da Guerra. “Estamos fazendo uma luta muito grande contra tudo isso que vem acontecendo no nosso país e em Caxias. Não podemos aceitar uma reforma que escraviza o trabalhador e o deixa ainda mais na mão do empregador. Se não nos unimos contra tudo isso que vem acontecendo, a Praça Dante vai ficar pequena pra tantos moradores de rua”, alertou. O presidente do Sindicato ressaltou a irresponsabilidade dos empresários da Guerra: “Será que as famílias desses trabalhadores merecem esse tipo de tratamento?”

O juiz Marques falou sobre a queixa dos empresários em relação aos direitos trabalhistas. “Não existe registro na história de que os direitos trabalhistas tenham fechado uma empresa”, observou. Já Corte respondeu as críticas em relação à justiça do trabalho. “Falam por aí que a justiça no Brasil é onde tem mais processos trabalhistas. Mas por que isso acontece? Porque eles não pagam os direitos trabalhistas, não pagam verbas rescisórias, não pagam salários”. Sobre o fim da cobrança do imposto sindical, item da reforma trabalhista, o representante do Ministério Público questionou: “Os trabalhadores acham que o Sindicato não é amigo. Mas, quando não houver mais Sindicatos quem vai ser amigo dos trabalhadores?”

Já Assis Melo, deputado federal, defendeu a insistência na luta contra as reformas. “Não podemos jogar a toalha. Nós precisamos continuar nossa luta porque o que importa é que 95% dos trabalhadores não aceitam a reforma trabalhista e 97% não aceitam a da previdência. Sobre o imposto sindical, Assis foi enfático. “O sindicato não vai acabar. O sindicato surgiu e é feito da luta dos trabalhadores.”

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