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Salário mínimo no centro dos debates políticos no Brasil e no exterior

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No Brasil, nesta semana, após visita oficial ao país, o FMI (Fundo Monetário Internacional) em comunicado, recomendou que aqui seja feita uma revisão do cálculo do salário mínimo, sugerindo, ainda, a necessidade de ser aprovada a reforma trabalhista proposta pelo governo ilegítimo de Michel Temer. Ainda, para o FMI, com informações do G1, “a relação entre os benefícios sociais e o salário mínimo precisa ser revisada, enquanto que a fórmula para o salário mínimo também, para melhor refletir as melhoras na produtividade”.
Para o capital estrangeiro e o governo de Michel Temer, a reforma trabalhista, que em resumo visa a flexibilização dos direitos resguardados ao trabalhador, é uma das medidas necessárias para o retorno do crescimento econômico brasileiro. Guiomar Vidor, presidente da CTB-RS e Fecosul, lembra que nos anos 1990, no governo de FHC, tais medidas já foram testadas e não só não refletiram positivamente na economia, como ampliaram o desemprego. “Os patrões vêem na flexibilização dos direitos uma oportunidade para reduzir o número de empregados e aumentar a exploração daqueles que seguem contratados”, afirmou ele.
Salário Mínimo nos Estados Unidos
O tema “salário mínimo” foi pauta, nesta semana, não só no Brasil mas em outro país do continente americano. Nos Estados Unidos, onde igualmente acontecem eleições este ano, a valorização do salário foi posta como fato que fortalece a candidatura de Hillary Clinton, pois a medida melhorou a vida dos norte-americanos. Segundos analistas, o aumento do salário foi o principal fator influenciador da saída de 3 milhões e 500 mil americanos de situação de pobreza. O aumento da renda dos trabalhadores também contribuiu para o desenvolvimento do país, que teve crescimento econômico de 1,4% ao ano, no último trimestre de 2015. O resultado foi o dobro da previsão inicial.
Um movimento interessante que aconteceu no país e que pode ser relacionado à realidade brasileira foi a valorização do salário mínimo de cada Estado americano, enquanto, há 7 anos, o governo federal do país, sem consenso, discute seu reajuste. Hoje, dos 50 Estados americanos, 25 tem programa de valorização regional dos salários e já oferecem aos seus trabalhadores mais do que sugere o governo federal. Tal fato, segundo Guiomar Vidor, reafirma o que é defendido pelo movimento sindical no Rio Grande do Sul e ainda traz um exemplo externo da importância da valorização da renda do trabalhador, considerando a especificidade de cada Estado.
“O Salário Mínimo Regional é um importante instrumento de distribuição de renda, impulsionador do consumo local e da geração de emprego. Ele também é um redutor da desigualdade da estrutura salarial e empregos de baixos salários, tendo como principal objetivo proteger os trabalhadores que estão na base da hierarquia salarial no Estado, como mulheres, jovens, trabalhadores no setor agrícola, domésticos e representados por entidades sindicais mais frágeis”, resume.
Vidor ainda comenta recente dado divulgado pela Caged sobre, no país, até maio de 2016, terem sido gerados 96,5 mil postos de trabalho com ganho de até um salário mínimo. Nas demais faixas salariais, houve fechamento de vagas. “Isso, mais uma vez, aponta à necessidade de valorização do salário para que o país possa retomar seu crescimento econômico”, finaliza.
CTB-RS/Fecosul

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