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Segue indefinição na Guerra

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Na manhã desta sexta-feira (02), nova assembleia foi realizada em frente à Guerra. A empresa que demitiu 180 trabalhadores sem pagar as verbas rescisórias permanece irredutível. Na tarde de quarta-feira (01), foi realizada uma audiência, onde representantes da Guerra insistem no parcelamento, mesmo com o Sindicato repetindo que não vai aceitar.

 

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O presidente do Sindicato, Assis Melo, disse que ao contrário da empresa, que não apresenta nenhuma perspectiva de resolução, fez ele mesmo uma proposta para tentar solucionar o impasse. “Nossa proposta é que eles paguem a parcela do 13º dos demitidos, assim como o mês de salário de novembro até o quinto dia útil, cancelem o aviso prévio que já venceu. Aí eles tiram a multa de um salário pelo vencimento do aviso. Suspendem as demissões e refaçam o número de demissões de acordo com o que a empresa pode pagar. Porque se não tem dinheiro pra pagar, não pode demitir”, explica.

Segundo o presidente, a empresa ficou de dar uma resposta à proposta ainda no final da tarde desta sexta-feira. “Pedimos a compreensão dos trabalhadores a não aceitarem fazer hora extra pelo menos neste final de semana, enquanto estamos na luta. A empresa tem responsabilidades das quais não pode fugir. Enquanto as verbas rescisórias não forem pagas, vocês ainda são trabalhadores da empresa e seguiremos lutando”, destaca.

Assis convoca todos para uma rede de solidariedade para ajudar os trabalhadores desempregados não só da Guerra, mas de toda a categoria metalúrgica. “Faço um apelo à sensibilidade para que, a partir de semana que vem, comecemos a recolher cestas básicas para ajudar os trabalhadores metalúrgicos desempregados. Apelo à sensibilidade principalmente da direção da empresa Guerra para que esse assunto seja resolvido o mais rápido possível. Qual é a dificuldade em aceitar a nossa proposta? Estamos aqui lutando pelos direitos dos trabalhadores. Não queremos nada além disso”, reitera.

Depois da assembleia, os trabalhadores saíram em caminhada até o portão administrativo da empresa, onde permanecem reivindicando por seus direitos.

 

 

 

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