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Sem receitas esperadas, Temer pode realizar novos cortes

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O relatório da IFI mostra que o Orçamento de 2018, aprovado no dia 14 de dezembro pelos parlamentares, levou em conta receitas que não chegarão aos cofres públicos. Principalmente porque algumas dessas entradas de recursos dependiam de votações no Congresso, que não foram concluídas a tempo em 2017.

Segundo o economista Gabriel Leal de Barros, e diretor da IFI, existe um “risco concreto” de que novos cortes sejam necessários para fazer com que a meta seja cumprida. Outra opção, seria aumentar impostos, uma escolha pouco provável em ano eleitoral.

Não se sabe de onde viriam esses novos cortes. Para cumprir a meta, o governo tem feito um ajuste fiscal seletivo, reduzindo gastos sociais, mas perdoando dívidas bilionárias de grandes empresários e aprovando projetos que concedem renúncias fiscais, como é o caso da MP 795, com a qual a gestão abre mão de arrecadar até R$ 1 trilhão das petroleiras estrangeiras em até 25 anos.

Em contrapartida, o governo diminuiu, por exemplo, ações para a agricultura familiar e para a reforma agrária 35% e 28%, respectivamente, na comparação 2018/2017. No orçamento deste ano, o Bolsa Família perdeu R$ 1 bilhão no Orçamento de 2018, em relação ao ano passado. Ficou com R$ 28,7 bilhões.

A IFI projeta para 2018 crescimento real do PIB de 2,30% e de 2,14% para 2019. Estima a Selic em 7% no final de 2018 e de 8,5% no final do ano seguinte. A previsão de inflação é de 4,31% no próximo ano e de 4,16% em 2019.

Do Portal Vermelho, com agências

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