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Sem valorizar o trabalhador e o papel do Estado, não há futuro

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O governo federal colocou no centro da sua estratégia uma campanha sórdida e enganosa para fazer passar a Reforma da Previdência, na qual ataca os servidores públicos: trata-se de mais uma grande injustiça.
Os trabalhadores públicos federais são justamente aqueles que fazem o Brasil funcionar, que dão duro no dia-a-dia para atender a sociedade. São eles que – muitas vezes sem as condições adequadas de trabalho – cuidam de fato para que o estado brasileiro garanta a saúde, educação, segurança, assistência social, seguridade e todo um amplo conjunto de serviços e políticas, inclusive nas áreas de planejamento, ciência e tecnologia. Os direitos dos servidores não são entrave para o Brasil retomar o seu desenvolvimento. Por isso, nós, trabalhadores da iniciativa privada somos solidários.
A segunda injustiça também afeta a todos os brasileiros e é mais um golpe naquilo que a Constituição Cidadã de 1988 consagrou: o nosso sistema de Seguridade Social, que é um dos mais avançados do mundo. Segundo comprovou a CPI da previdência, realizada pelo Senado da República, é uma mentira deslavada do governo que a Previdência seja deficitária. Muito pelo contrário, ela teve superávit de R$ 11 bilhões (dados de 2015 ). O maior problema enfrentado pelo sistema de Seguridade Social no Brasil é justamente a irresponsabilidade do governo que, através da Desregulamentação das Receitas da União (DRU), lança mão dos recursos da previdência para pagar os juros da dívida pública. Ou seja, desvia o dinheiro para pagar bancos e agiotas do sistema financeiro. Além disso, há uma enorme dívida de grandes empresas que não pagaram o que devem à Previdência, cerca de R$ 426 bilhões.
Para piorar ainda mais, assim como fez para se salvar das denúncias na Câmara, e para aprovar a desastrosa reforma trabalhista, Temer está disposto a abrir os cofres públicos para acabar com a Previdência Social. Os recursos são oriundos de renúncias fiscais, distribuição de verba para cidades e pagamento de emendas dos congressistas ao Orçamento.
O caminho para o Brasil retomar seu crescimento não pode ser a destruição dos direitos sociais. Não pode ser a destruição da perspectiva de futuro de quem trabalha. Tentar jogar a sociedade contra os trabalhadores é mais um crime deste governo ilegítimo.
CLAUDECIR MONSANI
Pres. Sindicato dos Metalúrgicos

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