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Sindicato dos Metalúrgicos homenageia sócios jubilados com troféus e certificados

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Em uma solenidade marcada pela emoção e pelo orgulho de ser metalúrgico mais de 40 trabalhadores compareceram na atividade de entrega de troféus e certificados aos sócios jubilados com 25 anos e 50 anos junto ao Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias do Sul e Região. A cerimônia ocorreu no salão de festas principal da sede campestre da entidade neste domingo.

 

Com 75 anos de idade, Armindo da Silva não escondia a emoção de estar entre os jubilados com 50 anos de história ao lado do sindicato. Aposentado, ele construiu a carreira de matrizeiro nas empresas metalúrgicas Eberle e Intral.

“Ajudamos muito no desenvolvimento da cidade como um todo com o nosso trabalho, bem como o crescimento das empresas onde trabalhamos, porque muitas vezes trabalhei aos domingos para dar conta da produção”, relembrou o hoje aposentado, que mora na Praia Arroio do Silva, mas se mantém ativo no quadro de sócios do sindicato.

Armindo não tem dúvida ao falar da importância do papel do Sindicato para as conquistas da categoria. “O Sindicato é um instrumento muito bom, essencial, para o trabalhador Sem ele, não há valorização do nosso trabalho. “Mesmo residindo no Litoral, o metalúrgico aposentado elogiou os serviços oferecidos na entidade. “Usei muito os serviços odontológicos e continuo usando até hoje. Para quem é aposentado é de extrema importância ter uma entidade que dispõe de dentistas e médicos.”

Sentimento semelhante ao de Armindo é compartilhado pelo metalúrgico Alquimedes Sidinei Barbosa Velho, 55 anos, que foi agraciado com o troféu e o certificado pelos 25 anos como sócio do Sindicato. Soldado e montador de profissão, Barbosa Velho também destaca a importância do seu trabalho e dos demais metalúrgicos para o desenvolvimento econômico de Caxias do Sul e do país. “Se Caxias é essa pujança hoje e uma das cidades mais importantes do Brasil é porque aqui foram as nossas mãos de trabalhadores que produziram essa riqueza. Sinto muito orgulho de ser metalúrgico. E, se existe uma coisa boa para os trabalhadores é o Sindicato. O que seria de nós, trabalhadores, se não existisse o Sindicato para lutar por nós e pelos nossos direitos”, complementou Alquimedes.

As manifestações dos metalúrgicos encontram sintonia com a explanação do presidente do Sindicato, Assis Melo, que, ao apresentar as boas vindas aos homenageados e seus familiares, falou da importância de cada trabalhador e trabalhadora para construção do Sindicato como entidade de classe coletiva.
Assis usou a metáfora da construção para ilustrar o papel dos trabalhadores. “Cada tijolo que existe nesta sede é fruto do trabalho e o suor dos metalúrgicos e metalúrgicos. O Sindicato é e será sempre um instrumento dos trabalhadores. Dizem: O Sindicato vai acabar. Enquanto houver trabalhadores, o Sindicato jamais se acabará, porque foram vocês quem construíram o Sindicato para defender os interesses coletivos.”

Na sua explanação, Assis ainda falou dos riscos e ameaças da Reforma da Previdência para os trabalhadores que estão na ativa e os aposentados, ilustrando antes com os efeitos da Reforma Trabalhista do governo de Michel Temer. “Para aprovar a Reforma Trabalhista de Temer, diziam que era a era da modernização das Leis Trabalhistas. O que vemos hoje é a rotatividade, a terceirização e o trabalhador ganhando o mesmo salário de seis anos atrás, o que pagavam em 2013. É preciso valorizar o trabalho de homens e mulheres e não só as empresas lucrarem nos seus faturamentos.”

Sobre a Previdência em discussão, o dirigente sindical destacou que se for retirado da Constituição Federal o que rege o salário dos aposentados e pensionistas, os trabalhadores que hoje têm direito ao um salário mínimo ou dois vão acabar recebendo um subsídio de R$ 400,00. Ele alertou ainda para a retirada da multa de 40% sobre o FGTS do aposentado que segue trabalhando.

Assis destacou ainda que tentativa do governo de Jair Bolsonaro com a Reforma da Previdência é a de transformar o Brasil em uma subcolônia.  “Querem fazer no país o que ocorre hoje no Chile, como alto índice de suicídio de aposentados que não conseguem mais sobreviver depois que esse mesmo modelo de reforma foi aprovado naquele país. E ainda querem implementar a carteira de trabalho Verde e Amarela para que os trabalhadores da ativa não tenham qualquer direito”, finalizou ele.

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