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Sindicato dos Metalúrgicos repudia decisão do presidente Bolsonaro de acabar com a política de valorização do salário mínimo

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Implementada em 2004, pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a política de valorização do salário mínimo previa um aumento real ao salário mínimo, repondo as perdas inflacionárias desde o último reajuste, pelo INPC, com acréscimo do PIB do ano anterior, antecipando gradativamente a data do reajuste, até fixá-la em 01 de janeiro. Negociada com as centrais sindicais, a fórmula adotada pelo ex-presidente Lula foi transformada em lei em 2007 pela sucessora Dilma Rousseff.

Nesta segunda-feira, 15 de abril, o presidente Jair Bolsonaro colocou fim a essa política de valorização, propondo um reajuste apenas corrigido pela inflação em 2020. Enviado ao Legislativo, o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias apresenta o valor do salário mínimo de R$1.040. Um aumento de somente R$ 40.

O Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias do Sul e Região lastima essa decisão do presidente eleito, pois cerca de 48 milhões de pessoas têm rendimento referenciado no salário mínimo (dados do DIEESE). Desde que a regra foi fixada, em 2004, o salário mínimo acumulou aumento real de R$ 74.33%. O DIEESE estima que sem essa regra o salário mínimo hoje seria de R$ 573. Um valor de R$ 425 a menos no bolso de cada um desses brasileiros.

A consequência do fim do aumento real do salário mínimo será maior desigualdade social, impactando trabalhadores, beneficiários do INSS, além do comércio e da economia em geral. O arrocho no salário mínimo é uma crueldade.