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Sindicato dos Metalúrgicos tenta novas propostas, mas patrões estão irredutíveis

Dissídio - 4rodada

A quarta reunião de negociação do dissídio 2017 ocorreu na manhã desta sexta-feira (21). O Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos tentou flexibilizar sua proposta inicial de 8% de reajuste com outras duas alternativas. Primeiramente, foi solicitado o índice de 6,5%. O sindicato patronal (Simecs) se mostrou, mais uma vez, irredutível e negou, insistindo em oferecer somente o índice de 3,34% (INPC do período). Então, a segunda proposta foi de aceitar o índice de 3,34%, mas que constasse no acordo coletivo uma cláusula de proibição do trabalho intermitente (item da nova lei trabalhista que passa a vigorar em novembro) para todos os contratos, tanto vigentes quanto futuros.

No contrato intermitente, o trabalhador pode ser contratado apenas por alguns dias ou horas no mês e vai receber apenas por essas horas. O restante do período não será considerado à disposição do empregador. O trabalhador nunca saberá quanto vai receber no mês e, em geral, receberá bem abaixo do mínimo da categoria para o mês inteiro de trabalho.

“Em uma negociação, às partes precisam ceder. Estamos fazendo nossa parte. Mas, precisamos que eles também cedam e pensem nas famílias desses trabalhadores e não só no lucro de suas empresas”, ressaltou o presidente em exercício do Sindicato dos Metalúrgicos, Claudecir Monsani.

Segunda-feira (31), às 14h30min, haverá uma nova rodada de negociação.

A data-base da categoria é 1º de junho.

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