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Sindicato dos Metalúrgicos vai à Prefeitura reivindicar testes em massa de Covid-19 para categoria

Cinco metalúrgicas registram surto em Caxias do Sul

Na tarde desta sexta-feira, 26 de junho, o vice-prefeito de Caxias do Sul, Éloi Frizzo, recebeu o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Assis Melo, o diretor sindical, Paulo Andrade, e o advogado da entidade, Claudio Libardi Junior, além de representantes do sindicato patronal (Simecs). A morte do primeiro metalúrgico por covid-19, o aumento considerável do número de casos na cidade, os surtos das cinco empresas metalúrgicas e o caso preocupante da JBS levaram as entidades a suspenderem a primeira reunião de negociação da Convenção Coletiva 2020 para tratar da pandemia.

O Sindicato dos Metalúrgicos reivindica testes rápidos em massa à categoria. Na tarde desta quinta-feira, 25 de junho, esse foi o pedido feito para o Simecs e ao Secretário de Saúde do município, Jorge Castro. O Simecs sinalizou a possibilidade de aumentar a disponibilização de testes e ficou de dar a porcentagem de aumento até a próxima semana. Porém, o Secretário demonstrou resistência, alegando que  “não adianta só testar porque a testagem tem uma janela de 10 dias. É preciso identificar e isolar. A chave é isolar”, afirmou o secretário.

Inconformado, Assis rebateu. “Daí a gente não faz testagem, não gasta com testagem. Então, faz o que? Compra containers para armazenar corpos? A questão que estamos tratando são de vidas. Os infectologistas dizem que ‘tem que testar’ para identificar e isolar. Não podemos deixar do jeito que está”, considerou o presidente.

O encontro com o vice-prefeito

Assis Melo repetiu o pedido a Elói Frizzo. “Não adianta só colocar respirador. O respirador a pessoa já está doente. Nós precisamos evitar isso. Precisamos investir em testes. Fizemos todo um esforço para achatar a curva. Estamos trabalhando desde março para achatar e agora vamos jogar tudo fora? Ou tomamos medidas concretas ou terá que parar. Não é vontade minha, é uma necessidade sanitária?”, registrou o presidente da entidade metalúrgica.

O vice-prefeito respondeu com a mesma opinião do Secretário de Saúde. Porém, prometeu levar a reivindicação à equipe. “A nossa equipe está convencida de que o melhor é isolar o grupo. Por exemplo, se dá positivo em uma pessoa, um trabalhador, nós fazemos o isolamento daquele grupo, daquele setor. Mas, vou levar a reivindicação para a equipe”, afirmou Frizzo.

JBS

O número alarmante de casos no frigorífico em Ana Rech também foi pauta da reunião. Assis considerou ao vice-prefeito que as empresas afastaram trabalhadores por terem tido algum tipo de contato com trabalhadores da JBS.

“Frizzo, as empresas afastam trabalhadores que tiveram algum vínculo com trabalhadores da JBS. Mas, não conseguimos identificar o tamanho disso. Aí também a necessidade da testagem”, avaliou Assis.

Questionado pelo advogado, Libardi Junior, sobre a testagem na JBS do Desvio Rizzo, Frizzo confirmou que não houve testagem.