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Sindicato repudia mudanças nas normas de segurança do trabalhador

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NÃO É MODERNIZAÇÃO DAS NORMAS DE SEGURANÇA. É COLOCAR A GANÂNCIA E O LUCRO ACIMA DA VIDA

O Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias do Sul e Região repudia mais esse grave ataque ao trabalhador por parte do governo de Bolsonaro, que promete revisar as normas de saúde e periculosidade no ambiente de trabalho. Essa mudança, na verdade, é para acabar com a insalubridade e a periculosidade que é recebida pelos trabalhadores que atuam em locais comprovadamente perigosos à saúde e com risco à vida.

A intenção do governo é extinguir a segurança do trabalhador, prevista na NR-12, que trata da proteção nas máquinas para que os operários não sofram acidentes. O anúncio foi feito pelo secretário-especial de Trabalho e Previdência do Ministério da Economia, Rogério Marinho. Ele afirmou que as chamadas normas regulamentadoras (NRs) de segurança e saúde no trabalho vão passar pelo que ele chama de “modernização”.

De acordo com ele, toda a normatização na área de saúde e segurança no trabalho está sendo revista, com foco na desregulamentação, na simplificação e na desburocratização. Ele avaliou que as regras atuais prejudicam a produtividade das empresas. “Hoje, há custos absurdos em função de uma normatização absolutamente bizantina, anacrônica e hostil”, disse ele.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Assis Melo, rebate essa posição:
“A saúde e a vida do trabalhador parecem não ter importância diante da ganância por mais lucros! Não se trata de modernização, como diz o secretário Marinho, e sim de retrocesso e alto risco para a saúde de quem trabalha. Foi Marinho, aliás, quem conduziu a Reforma Trabalhista, retirando vários direitos dos trabalhadores com esse mesmo discurso de modernização”, alertou.

A NR-12 foi uma luta árdua do sindicato, construída conjuntamente com a categoria e com outros órgãos de proteção ao trabalhador justamente para dar mais segurança e para proteger a saúde e a vida dos funcionários.

Epidemia de acidentes tende a aumentar


Os dados de institutos oficiais mostram números alarmantes, que tendem a aumentar caso essa medida passe. Só nos últimos sete anos, os acidentes de trabalhadores mataram mil pessoas no Rio Grande do Sul. A média no Estado é de 11,39 mortes por mês. Os números se referem apenas a trabalhadores formais e com carteira assinada, segundo o último levantamento do Observatório de Segurança e Saúde do Trabalhador, com base nas informações da Previdência Social.

“Só propõe algo assim quem nunca sofreu um acidente no chão de fábrica ou nunca perdeu um ente querido ou colega de trabalho em circunstâncias que poderiam ser evitadas com normas efetivas e rígidas de proteção à vida”, concluiu Assis.

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