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Sindicato vai ao Tribunal em Porto Alegre lutar pelos direitos trabalhistas dos demitidos da Fundifar

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O caso dos mais de 20 demitidos na Fundifar foi debatido em audiência no Tribunal Regional do Trabalho da 4° Região, em Porto Alegre, na tarde desta segunda-feira, 13 de maio. Entretanto, não houve solução para o pagamento dos desligados nessa primeira audiência.

 

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Assis Melo, relatou ao Juiz Desembargador Ricardo Carvalho Fraga, a situação dos demitidos da Fundifar, que procuraram o Sindicato denunciando que a empresa chamou grupos de cinco trabalhadores por vez, anunciou a demissão e os orientou a buscar a Justiça para receber as verbas rescisórias, pois a empresa não faria o pagamento.

 

Propostas

 

O Sindicato defendeu a proposta de que só fossem demitidos o número de trabalhadores para os quais a empresa pudesse pagar as verbas rescisórias, reintegrando os demais, e fosse realizando as demissões conforme a empresa tivesse condições. Para o Sindicato, ninguém pode ser demitido sem receber integralmente seus direitos como manda a Lei.

 

Já a empresa propôs realizar o pagamento em parcelas, de 6 a 20, conforme valor e tempo de empresa. O que contraria a posição do Sindicato – tendo em vista que o risco de não recebimento após acerto em parcelas é grande. “Já estamos calejados dessa história. As empresas em Recuperação Judicial, em Caxias, não cumpriram acordos de pagamentos de parcelas de verbas rescisórias. Além do que pagar menos de um salário mínimo para um trabalhador nas parcelas, como está sendo oferecido, é uma vergonha! O sindicato não aceita isso!”, destacou o presidente do Sindicato.

Assis lembrou que 13 de maio, data da audiência, ironicamente é data da comemoração da abolição da escravatura. “Parece que pouco mudou depois de mais de cem anos, estamos aqui numa audiência para não perder direitos”, avaliou o presidente da entidade dos trabalhadores.

 

Próxima audiência

 

Uma nova audiência foi marcada para quinta-feira, 16 de maio, às 13 horas.