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Sob pressão, governo deve adiar votação da reforma trabalhista

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A base governista esperava uma vitória folgada na Comissão Assuntos Sociais (CAS) do Senado. Com a derrota já é admitido um novo calendário de tramitação da proposta.

 

Com a derrota da reforma trabalhista na Comissão Assuntos Sociais (CAS) do Senado, o governo Michel Temer (PMDB) já admite um novo calendário de tramitação da proposta. A votação no plenário da Casa estava prevista para a próxima quarta-feira (28). Agora, de acordo com o jornal “O Estado de S.Paulo”, os apoiadores de Temer “tiveram de ceder na agenda do projeto e já reconhecem que o texto só será votado em plenário no mês de julho, às vésperas do início do recesso legislativo”.

O próprio “Estadão”, defensor de primeira hora do projeto ultraliberal do presidente, afirma tratar-se do “segundo revés consecutivo ao governo na tramitação da reforma trabalhista”. Na terça-feira (22), os senadores da CAS surpreenderam o Planalto e rejeitaram a reforma por dez votos a nove. A base governista esperava uma vitória folgada na comissão – por 12 a sete ou, na pior das hipóteses, 11 a oito. Porém, três senadores aliados a Temer votaram contra a reforma, e um quarto senador governista se ausentou.

Nesta quinta-feira (22), foi a vez de a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) avaliar a reforma – é a terceira e última comissão do Senado a receber o texto. Ainda em junho, haverá duas audiências públicas sobre o tema no Congresso. A oposição também garantiu que, antes da votação, os votos serão lidos em separado – o que retardará ainda mais a tramitação.

Líder do governo no Senado, o peemedebista Romero Jucá (RR) admite, nos bastidores, que a data de 28 de junho para a votação se tornou inviável. Ainda segundo Jucá, o governo trabalha para aprovar a proposta ao plenário na primeira semana de julho. Como o Congresso entra em recesso em 18 de julho, o prazo da governo Temer ficou apertado. Novos adiamentos – inclusive para a volta do recesso, em agosto – não podem ser descartados.

 

Fitmetal

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