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Temer enxuga reforma, mas continua a penalizar mais os pobres

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Após reunião no Palácio da Alvorada com Temer e os governadores, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, confirmou que o novo texto estabelece um tempo mínimo de contribuição de 15 anos, e não mais de 25 anos como na proposta original do governo.

O recuo, contudo, não eliminou a maldade do projeto: quem se aposentar com apenas 15 anos de contribuição terá direito a apenas 60% do salário. Para receber 100% do benefício será necessário contribuir por pelo menos 40 anos.

“É um incentivo para as pessoas trabalharem um pouco mais visando ter aposentadoria melhor”, defendeu Meirelles, ignorando a realidade do trabalhador brasileiro.

O piso das aposentadorias continuaria sendo o salário mínimo, mas as mudanças devem jogar para baixo, então, o valor dos benefícios, que já não é alto. De acordo com o economista André Calixtre, hoje, a média de contribuição é de 18 a 20 anos.

Em tempos de crise, desregulamentação do mercado de trabalho e o ataque aos direitos promovido pela reforma trabalhista, conseguir 40 anos de contribuição será quase um milagre. Alta rotatividade, informalidade e duração do tempo de desemprego, além de medidas agora permitidas, como o trabalho intermitente, contribuirão para o cenário difícil que se projeta para os empregados do país.

Para o dirigente sindical Pascoal Carneiro, o governo “mente” e faz “propaganda enganosa”, ao dizer que a reforma irá cortar privilégios. “Eles estão fazendo uma campanha intensa, gastando inclusive dinheiro da Previdência, para enganar o povo. Cortar privilégio seria acabar com a aposentadoria daqueles que ganham acima do teto. Mas não é isso que estão fazendo. Todos os que se aposentaram com proventos altos vão continuar recebendo. Não é verdade essa propaganda, é mentirosa. Essa reforma é contra os mais pobres”, contestou.

 

Portal Vermelho

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