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Trabalhadores da Guerra participam de audiência na Justiça do Trabalho

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Na manhã desta segunda-feira (12), diversos trabalhadores da empresa Guerra se mobilizaram em frente à 4ª Vara Cível da Justiça do Trabalho para audiência. Os trabalhadores estão sem receber o receber os salários (50% do mês de abril e 100% do mês de maio), sem o depósito do fundo de garantia e com férias atrasadas.

O presidente em exercício do Sindicato dos Metalúrgicos, Claudecir Monsani, alerta para a situação delicada que vivem os trabalhadores. “Eu não vejo uma seriedade em aprovar a recuperação judicial. Não dá para esperar mais. Os trabalhadores já estão passando por necessidade agora”, sensibiliza.

O Juiz Rafael da Silva Marques mediou o debate. O Sindicato dos Metalúrgicos sugeriu como proposta o pagamento dos atrasos o mais rápido possível. Não houve nenhuma proposta por parte da empresa. Desta forma, as partes tem até às 15h para se manifestar e a partir das 16h o juiz deve despachar.

Os trabalhadores estão convocados para uma assembleia no auditório do Sindicato dos Metalúrgicos na terça-feira (13), a partir das 10h onde será repassada a decisão do Juiz.

Trabalhadores se emocionam

O depoimento de dois trabalhadores da Guerra emocionaram os presentes. Em meio à lágrimas, Alexandre, que trabalha há quatro anos na empresa, disse que não esperava passar por essa humilhação por parte da empresa. “Eu só peço que nos tratem com o mínimo de respeito. Eu estou dependendo do dinheiro do meu pai, de 84 anos, para sobreviver, para não passar fome. Eu fico arrasado cada vez que tenho que dizer para o meu filho de seis anos que não tenho dinheiro. O Sindicato está nos ajudando com uma rifa solidária, para que a gente consiga sobreviver”, se emociona.

Moisés Mathias, que trabalha há doze anos na empresa, diz que os trabalhadores estão cansados de falsas esperanças e ressalta que a maneira como a empresa está tratando seus funcionários é de um descaso total. “Todos nós aqui temos família, filhos. Nossas contas estão atrasando, estamos desesperados. Desde outubro estamos vivendo de esperança da empresa. Agora acabou. Não podemos esperar mais”, desabafa.

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