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Trabalhadores metalúrgicos decidem seguir mobilizados por mais avanços nas negociações junto TRT

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Com auditório lotado, a assembleia geral dos metalúrgicos realizada na manhã deste sábado (03) decidiu por dar continuidade na mobilização e nas negociações que estão ocorrendo com a mediação do Tribunal Regional de Trabalho (TRT). A categoria metalúrgica presente na assembleia entendeu que é possível buscar mais algum avanço e, por unanimidade, decidiu-se esperar mais uma semana para sentar e tentar evoluir essa proposta. Nova reunião ocorrerá no dia 12 de setembro.
Após muita luta e pressão na mesa de negociação – na qual já ocorrem três encontros com a mediação do TRT – os patrões chegaram a 4% retroativo a junho (data-base da categoria), outros 2,5% em outubro e mais 3,32% para dezembro. De acordo com o presidente em exercício, Claudecir Monsani, a categoria entende que ainda é possível avançar. “Todos compreendem o momento econômico. Mas, temos que ter assegurados nossos direitos e ter compensações, porque o trabalhador não pode pagar por uma crise que não foi ele quem criou. Queremos uma licença maternidade de 180 dias para toda a categoria. Quanto ao reajuste queremos que as datas sejam antecipadas e o índice melhorado. Esperamos sensibilidade da parte patronal para atender as demandas da categoria metalúrgica”, explica.
O presidente em exercício alerta ainda para o risco que os trabalhadores estão sofrendo com o golpe no governo. “Vamos ter que resistir e lutar contra isso. É muito difícil recuperar os nossos direitos depois de perdidos. Por isso, temos que lutar para não perdermos direitos como 13º, férias e aposentadoria que pode passar para 70 anos. A principal arma dos trabalhadores é o sindicato. Por isso, a união da categoria é fundamental neste momento”, traduz.
Nenhum direito a menos
Para o assessor jurídico do sindicato Pedro Maurício Pita Machado, a campanha salarial deste ano é diferente. “O que tornou essa campanha diferente foi o clima político que estamos vivendo no país. Vivemos um momento de crise econômica e de capitalismo. Por isso, temos que resistir e lutar contra a retirada de direitos. Essa é a grande tarefa da campanha salarial deste ano”, esclarece.
O economista do sindicato, Davi Fialkow, alerta a categoria que o sindicato é o instrumento que a categoria tem para sua defesa. “Se os metalúrgicos não se unirem, não conquistamos nada. Só perdemos. A categoria precisa se manter unida para não perdermos direitos fundamentais”, comenta.
A coordenadora do setor de comunicação e diretora sindical, Eremi Melo, leu durante a assembleia uma carta da Fitmetal, que explica que vivemos um momento delicado de nossa história, no qual vimos, há poucos dias, a democracia e a constituição serem rasgados. A entidade pede para que fiquemos mobilizados para lutar contra qualquer tipo de retrocesso que tente ser imposto ao povo brasileiro e possa resultar na perda de direitos dos trabalhadores. “Por todo o país, o patronato tenta aproveitar esta fase para retirar direitos históricos da classe trabalhadora. Nossa luta deve priorizar a garantia do emprego e a retomada do crescimento econômico, alicerces fundamentais para que o Brasil possa superar a atual crise em um curto espaço de tempo”, enfatiza.
A próxima audiência que já está agendada no Tribunal Regional do Trabalho, em Porto Alegre, para o dia 12 de setembro.

1 Comment on "Trabalhadores metalúrgicos decidem seguir mobilizados por mais avanços nas negociações junto TRT"

  1. Isso mesmo vamos nos mobilizar as coisas já não estão dando certo mesmo vamos parar com tudo greve geral já, os patrões merecem esse gostinho já faz muito tempo que tudo fica em prol deles vamos nos unir trabalhadores

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