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UBM repudia declarações machistas e discriminatória de Temer

Foto: Marcos Corrêa/PRFoto: Marcos Corrêa/PR

As declarações machistas do presidente ilegítimo Michel Temer em entrevista exclusiva ao apresentador Ratinho, no SBT, chamou atenção dos telespectadores e foi assunto mais comentado nas redes sociais neste fim de semana pelas declarações machistas dos dois. Em nota, a União Brasileira de Mulheres repudiou veementemente o comportamento misógino de Temer que constantemente torna público uma opinião ultrapassada, discriminatória, que ofende e indigna a nação.

Leia abaixo o trecho da entrevista em que os dois assumem publicamente opiniões desprezíveis sobre o papel da mulher na sociedade brasileira:

“Ratinho: Uma dona de casa, ela não pode gastar se o marido dela ganha R$ 5 mil, ela não pode gastar mais que cinco, senão ela vai quebrar o marido. Porque o governo gasta mais do que arrecada sempre? Não estou dizendo o governo federal, mas o governo municipal, o governo estadual sempre gasta mais do que arrecada. Por que isso?

Michel Temer: Acho que os governos agora precisam passar a ter marido, viu, porque daí não vai quebrar. Para não quebrar o país precisa fazer – país, estado, município -, você precisa fazer isso que nós estamos fazendo. Por exemplo, reitero, o teto de gastos públicos. Você não pode gastar mais do que arrecada. É fazer como se faz na sua casa.”

Após essa declaração, a ex-presidenta Dilma Rousseff publicou em seu site e redes sociais que a a entrevista que Michel Teme ao Ratinho é “um primor de misoginia e patriarcalismo”. Para a petista, deposta do cargo em agosto do ano passado, Temer vive uma “fantástica cegueira política” que o impede de enxergar a importância de lutas sociais.

Nota da UBM: Governos não precisam de maridos!

A União Brasileira de Mulheres – UBM repudia veemente a mais recente declaração machista do presidente ilegítimo Michel Temer que, após reduzir a contribuição econômica das mulheres brasileiras às contas do supermercado, em entrevista ao Programa do Ratinho, afirmou que “os governos precisam ter maridos para não quebrarem”. Não é a primeira vez que Temer — que chegou à Presidência dando um golpe de Estado na primeira mulher eleita Presidenta do Brasil, Dilma Rousseff — tenta confinar o papel da mulher ao âmbito doméstico, onde, segundo sua visão, deve ser subserviente ao homem. Suas declarações machistas, discriminatórias e retrógradas ofendem e indignam a nação.

O conteúdo das declarações de Temer, além de profundamente misóginos e discriminatórios, está completamente divorciado da realidade brasileira. Em toda a nossa história, nunca tivemos tantos domicílios chefiados por mulheres — o que reforça o total descabimento da declaração de que os governos, assim como as mulheres, precisam de maridos para não quebrarem. Segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA, que mostra as desigualdades de gênero e raça no país nos últimos 20 anos, o percentual de domicílios brasileiros chefiados por mulheres cresceu de 23% em 1995 para 40% em 2015. Nenhum desses milhões de domicílios quebrou por não ter marido, talvez até estejam em dificuldades econômicas, mas devido à política econômica do governo e não à “falta de marido”.

Ao emitir mais uma lastimável declaração de que “os governos precisam ter maridos”, na noite do dia 28 de abril, quando milhões de brasileiras e brasileiros foram às ruas em defesa da democracia, pelos direitos sociais e pelo direito à aposentadoria, Temer escancarou uma vez mais qual a natureza de seu governo ilegítimo. Um governo antidemocrático, antipopular e profundamente retrógrado e misógino, que pretende arremessar o Brasil novamente no século XIX.

Por isso, a propósito deste 1o de maio, a UBM conclama as mulheres brasileiras à resistência democrática e à continuidade da luta em defesa de nossos direitos, que estão sob ataque cerrado de Michel Temer e sua camarilha. Aumentamos nossos espaços na sociedade e no mercado de trabalho. Há cem anos, iniciamos a primeira greve geral da história do Brasil, no Cotonifício Crespi em São Paulo. Foram inúmeras as ocasiões em que provamos nosso valor na luta por um Brasil socialmente justo e soberano. Nossa contribuição ao Brasil não cabe no pensamento tacanho de um presidente golpista e misógino. A declaração do temerário golpista nos convoca a lutar ainda mais pela democracia, que só se faz com equidade de gênero e o empoderamento das mulheres de luta. Os governos não precisam de maridos, mas de cidadãs e cidadãos conscientes de sua responsabilidade social na política!

União Brasileira de Mulheres

Fonte: Portal Vermelho

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