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Vice de Bolsonaro defende fim do 13º salário

mourao

Em palestra no Clube de Diretores Logistas, em Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, nesta quarta-feira (26), o general Mourão, candidato a vice na chapa de Jair Bolsonaro, revelou mais um item da agenda econômica de um eventual governo: acabar com o 13º salário.

Durante a palestra, ele afirmou que o 13º salário que se paga no Brasil é mais uma das “jabuticabas brasileiras”, assim como o pagamento das férias. “Só no Brasil a pessoa entra em férias e ganha mais”, disse ele.

Mourão enfatizou a necessidade de implementar com rigor a reforma trabalhista e acabar com todas as garantias e direitos trabalhistas que ele classificou como “visão dita social com o chapéu dos outros”.

O candidato deixou o local onde proferiu palestra em um Landau 1972, veículo que pertenceu ao ditador Emilio Garrastazu Médici, natural de Bagé. 

Ele também desdenhou a Constituição federal: “Todos os nossos problemas econômicos têm origem na Constituição brasileira de 1988”, afirmou Mourão, dizendo que a carta, que completa 50 anos no próximo dia 5 de outubro, criou direitos que o país não tem como pagar.

Em Bagé, falando a latifundiários da região, Mourão também defendeu o fim da estabilidade no serviço público e criticou a educação nas escolas e o ensino de filosofia, defendendo disciplinas que incutam na juventude “valores morais”.

O candidato deixou o local onde proferiu palestra em um Landau 1972, veículo que pertenceu ao ditador Emilio Garrastazu Médici, natural de Bagé. Médici chefiou a fase mais sangrenta da tortura e perseguição a opositores políticos no país. Foi sob seu governo, de 1969 a 1974, que foram assassinados Carlos Lamarca e Carlos Marighella.

Portal CTB com Correio Braziliense

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